Meião Bolovo /// Rider

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R$ 55,00

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NÃO TROCAMOS PRODUTOS COMPRADOS NO SALDÃO. “Nós somos do tempo em que estádio não era arena e que torcida não era plateia. Nossa concentração era no boteco. De chinelo, sem camiseta, com o isopor recheado e o tonel enferrujado cheio de carne miando. Lugar marcado não era questão de grana, mas de história e serviços prestados. A gente assistia o jogo quase todo de pé. Numa mão o radinho de pilha e na outra a cerveja. Na hora de sentar na arquibancada para descascar o amendoim, a almofadinha surrada e abençoada do vô era sagrada. Que Deus a tenha. Nossa cobertura retrátil? Um boné comemorativo do título da década passada que nem éramos nascidos, mas que sempre choramos quando lembramos. Antes do juizão apitar, tinha um minuto de silêncio em desculpa a mãe dele. Foi mal, professor. Mesmo quando a culpa não é sua, a culpa é sua. Quando a bola rolava, a cantoria começava. E daí, meus amigos, ninguém segurava. Era aquela multidão abraçada embalada pela charanga e pelos carrinhos e gritos de ordem do beque central. Os jogadores comemoravam seus gols mais na frente da torcida adversária do que da gente. Atitude moralizante. Nossos ídolos não tinham logos, muito menos assessores. Usavam só uma camiseta por partida. Chuteira, só preta. Levavam o futebol tão a sério que não fugiam das entrevistas, muito menos dos xingamentos e tretas com os torcedores. O papo era reto. E a gol. Na saída, ainda dava tempo de tomar mais uma. Agora já dá pra dizer pro gandula desligar os refletores. Domingo que vem tem mais. Dê férias para o futebol.” Meião de futebol feito em algodão Tamanho único
Descrição

NÃO TROCAMOS PRODUTOS COMPRADOS NO SALDÃO. “Nós somos do tempo em que estádio não era arena e que torcida não era plateia. Nossa concentração era no boteco. De chinelo, sem camiseta, com o isopor recheado e o tonel enferrujado cheio de carne miando. Lugar marcado não era questão de grana, mas de história e serviços prestados. A gente assistia o jogo quase todo de pé. Numa mão o radinho de pilha e na outra a cerveja. Na hora de sentar na arquibancada para descascar o amendoim, a almofadinha surrada e abençoada do vô era sagrada. Que Deus a tenha. Nossa cobertura retrátil? Um boné comemorativo do título da década passada que nem éramos nascidos, mas que sempre choramos quando lembramos. Antes do juizão apitar, tinha um minuto de silêncio em desculpa a mãe dele. Foi mal, professor. Mesmo quando a culpa não é sua, a culpa é sua. Quando a bola rolava, a cantoria começava. E daí, meus amigos, ninguém segurava. Era aquela multidão abraçada embalada pela charanga e pelos carrinhos e gritos de ordem do beque central. Os jogadores comemoravam seus gols mais na frente da torcida adversária do que da gente. Atitude moralizante. Nossos ídolos não tinham logos, muito menos assessores. Usavam só uma camiseta por partida. Chuteira, só preta. Levavam o futebol tão a sério que não fugiam das entrevistas, muito menos dos xingamentos e tretas com os torcedores. O papo era reto. E a gol. Na saída, ainda dava tempo de tomar mais uma. Agora já dá pra dizer pro gandula desligar os refletores. Domingo que vem tem mais. Dê férias para o futebol.”

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